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Eu e a vida Cristã

Oi gente, tudo bem?

Como citei no post anterior, eu me criei em um lar cristão, vou contar um pouco mais desse lado na minha vida.


Várias vezes quando eu era criança e posteriormente adolescente, via pedaços do programa do Missionário RR Soares, pois como meu pai assistia, eu acabava acabava meio que assistindo por tabela também.

Uma coisa que me chamava a atenção eram as "curas" que aconteciam no programa, eu lembro que meu maior questionamento era "por qual motivo Deus¹ só cura o "interno" de uma pessoa?, por exemplo, ele removia um câncer ou reconstruía um rim, mas não recolocava um braço perdido (pensamento de criança/adolescente). Isso na época me causava uma certa intriga, hoje eu compreendo que é por causa do coletivo (em uma oportunidade melhor explicarei isso)


Um detalhe interessante, que acredito ser de importância citar, é que eu aos 14 anos me convenci da existência do divino¹ pois em pelo menos em duas situações eu recorri a orações para deixar de sentir algumas dores (ambas as vezes foram dores na cabeça, forte pra caramba, diga-se de passagem rs).

Basicamente o que fiz foi orar da mesma maneira que via na TV, tentando ter a mesma "convicção" na minha voz que eu via o missionário fazendo.. e gente, por incrível que pareça, após alguns minutos de oração, as dores iam embora.


Nessa idade eu me convenci de duas coisas, a primeira é que realmente existia algo alem, e a segunda foi ter a certeza de que a forma como as pessoas viam o Deus¹ cristão e a Jesus Cristo como "centralizador" do poder não parecia certo, então tentei ler a bíblia na esperança de entender como funcionava isso, porem eu parei na primeira página, devido a dificuldade verbal da bíblia que eu tinha a minha disposição, logo eu segui minha vida de boas, mas sabendo que o mundo não era somente o que víamos.


Ate 2016 fiquei longe desse assunto, até que apareceu a oportunidade que eu sempre quis, uma vaga na empresa que eu já desejava a alguns meses, como meu currículo estava longe de ser o perfeito, lembrei do passado e recorri ao "sobrenatural", fiz uma promessa de que se eu conseguisse a vaga, iria me tornar membro de alguma igreja para poder me aprofundar nesse conhecimento.

Bem, eu consegui a vaga em fevereiro de 2016, mas me uni a uma igreja somente em agosto do mesmo ano (demorei para pagar rs), me tornei membro da IEQ.

No começo tudo pareceu ótimo, as pessoas, as doutrinações, etc.. Porem faltava algo.. "Onde esta o 'gatilho' para fazermos o mesmo que Jesus fazia?" eu me perguntava, cada vez mais...

Era normal sermos instruídos a "acreditar" e "ter fé", mas sem ao certo sermos direcionados exatamente em como fazê-lo... As coisas eram um pouco vagas quando se tratava do "How-to", e usadas - ao meu ver - de forma estratégica para manter a ordem.

O ambiente era ótimo, uma energia limpa e leve (hoje com o conhecimento que tenho eu reconheço isso).

As pessoas sem igual, incríveis e legais, me receberam muito bem, e quando eu saí, não foi criado nenhuma inimizade ou pré-conceito (Ao menos não percebi isso rs).

Em suma, a IEQ é um ótimo lugar, as pessoas aparentam se importar umas com as outras, existe um companheirismo entre os grupos dentro da Igreja e o pastoral tenta sempre aconselhar de forma positiva aqueles que estão "sem rumo" ou precisando de ajuda.

Nessa igreja tive meu primeiro contato com o chamado "Dom de linguás", que nada mais é do que supostamente permitir que anjos falem através de você, orar na voz dos anjos, ou como em algumas outras vertentes, falar na linguagem angelical para expressar o poder.

Comecei a ler novamente a bíblia (comprei uma versão com a linguagem atual para cruzar com a almeida que eu já possuía) para entender exatamente essa suposta habilidade, e por qual motivo esse dom era exposto e usado enquanto a habilidade de curar - seja a si mesmo ou aos outros - não era visto, afinal, existiam várias pessoas doentes no meio da igreja... Por que não fazer uma mobilização e manifestar a cura nelas? A resposta? Simplesmente "Deus sabe o que faz"... Não preciso dizer que esse foi um dos motivos pelo qual sai, certo?

Mas retomando, existe um problema em se estudar a bíblia, você começa a ver que as organizações não a seguem de fato, que são basicamente uma micro sociedade dentro da macro sociedade, primeiro que o dom de linguás original é uma habilidade que possui restrições, além de características que evidenciam sua veracidade (ATOS 2:1-12 e I Coríntios 14:28 podem explanar isso).

Outro ponto que me incomodou bastante quando comecei a entender as escrituras foi referente ao dizimo, onde a igreja se apoiava em pontos do antigo testamento, além de intimidações psicológicas, como o uso de textos como por exemplo, o de Malaquias (ML 3:8-10).

Mas o ápice que fez realmente eu quebrar meu vinculo, foi quando entendi que para continuar na igreja, eu teria que ser submisso.. mas não a Deus¹, e sim ao pastoral e aqueles abaixo deles. Quando me caiu essa ficha, eu logo pensei "Aqui não é meu lugar", além de ter que aceitar que "É a vontade de Deus" para o que acontecer de ruim, ainda terei que seguir ordens de pessoas autoproclamadas (indiretamente) "porteiros/portadores" da fé? Eu definitivamente não estava adepto a isso.

Então eu sai da IEQ em poucos meses (talvez no futuro eu faça um post explicando detalhes sobre esse momento dentro da IEQ).


Depois da minha saída, após alguns meses tive um período bem depressivo(embora eu nunca tenha deixado isso visível), pois todos que eu conheci ficaram para trás, confesso que considerei suicídio, pela falta de "sentido" na vida (explicarei isso em outra oportunidade).

Em junho de 2017, quando eu estava "perdido" comigo mesmo, lembro que chamei uma guria no Facebook para conversar, e ela foi super simpática, começamos a conversar e eu passei a ver esperança novamente nessa existência.

Quando eu descobri que ela pertencia a CCB ingenuamente pensei "cara, só pode ser Deus me dando um sinal", não pensei duas vezes e comecei a me integrar no grupo, tudo parecia perfeito, literalmente os "escolhidos" de Deus. Então eu fiz o batismo e me tornei um membro da congregação, afinal achei o lugar certo.

No começo tudo certo, até então tudo parecia de acordo com o que esperaríamos dos "filhos de Deus", porém conforme fui me tornando mais íntimo das pessoas e da organização, vi que eu estava errado...

Em Fevereiro de 2018 abri meus horizontes para novas fontes de conhecimento, decidi que excluir "o resto" e olhar somente para a bíblia era um fator limitante para aprender e compreender a complexidade da existência humana, sua espiritualidade e suas capacidades, passei a explorar diversas religiões, segmentos e vertentes espirituais, filosóficas e misticistas.

A CCB não era mais um lugar para mim, eu abandonei o grupo em Abril de 2018, pela minha não aceitação a algumas regras e pelo fim do meu relacionamento, que foi o motivo que eu precisava para me afastar. (também farei um post sobre a minha passagem na CCB, mas não agora).


Depois disso decidi que não me uniria a outro grupo cristão, escolhi que iria buscar e estudar por conta para entender a verdade sobre Deus¹ e o universo, buscando nas mais variadas fontes.


Em 2019, fiz um estudo com as testemunhas de Jeová (JW), definitivamente, são o grupo que mais possuem sensatez e veracidade na forma como compreendem Deus¹, porém algumas coisas me impediram de me tornar um JW. Uma delas foi o fato de que eu teria que levar a palavra de Deus a mais pessoas, como missão de vida, outro ponto é que eu teria que desconsiderar todas as outras fontes de conhecimento espiritual/misticista e rotula-las como criadas pelo possível "opositor". Esses e alguns outros pontos me fizeram escolher por continuar sozinho nesse caminho.


¹Eu chamo de Deus, mas fique a vontade para chamar de Santo, Eu Superior, Arquiteto, Energia do Universo, etc. Definitivamente não importa como você nomeie essa fonte de energia.


Bom, esse é um resumão da minha vida no mundo cristão apenas, não comentei ou citei outras ideologias e filosofias, creio que não seja o momento.


Um abraço a todos"!

Gratidão!

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